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FESTAS CHILENAS

Postado por Jorge Meura em 10/dez/2016 - Sem Comentários

Sociabilidade e política no Rio de Janeiro no Ocaso do Império Históricos e Jornalísticos.
Este livro estrutura-se em oito capítulos. Os três primeiros fornecem, por assim dizer, o enquadramento do evento memorável. No primeiro deles, Jurandir Malerba, após situar o sentido da relevância atribuída pela diplomacia monárquica à visita dos chilenos – a ponto de organizar um programa que a muitos espectadores da época pareceu exagerado –, procura oferecer o esboço geral do quadro, a lápis e à mão livre, que contém os elementos primordiais de toda composição: a sociedade de corte fluminense, seus hábitos (na acepção bourdieuana da palavra), maneiras, modos de ser; o cenário urbano, palco dos acontecimentos; os agentes em cena (o imperador, seus visitantes, seus políticos, fiéis monarquistas ou contestadores republicanos); os motivos ideológicos, os discursos e as práticas. Para além do fato, a historicidade da sua construção, que contou com elementos fundamentais de sua representação na pintura (Aurélio de Figueiredo), na literatura (Machado de Assis e Coelho Netto) e nas narrativas correntes. As avaliações, sempre valorativas, dos elementos dessa composição, acabaram por deixar marcas profundas na própria historiografia posterior.

Jurandir Malerba, Cláudia Beatriz Heynemann e Maria do Carmo Teixeira Rainho (Organizadores)

CONCEITO CRIATIVO

Postado por Jorge Meura em 10/dez/2016 - Sem Comentários

Notas sobre o processo de criação na publicidade.
Criar em publicidade e propaganda não é ato divinal, depende de habilidade, claro (do contrário, até mesmo eu poderia seguir como redator), mas não pode prescindir de técnica, informações de mercado e noções acerca dos objetivos do cliente envolvido e das características do público-alvo.
Um livro como este deve ser saudado, pois é um presente ao mercado em que atuamos. Não se trata de uma daquelas leituras de aeroporto, que apenas relatam os sucessos de seus autores. É um livro técnico, voltado a uma área tão carente de títulos desta natureza.

Ilton Teitelbaum

TREM PARA ESTAÇÃO VARSÓVIA

Postado por Jorge Meura em 10/dez/2016 - Sem Comentários

“Este livro tem ideias, sobre o tempo e o mundo, que vão muito além de um simples relato de viagem. Tem também uma expressão literária fascinante e muito própria do autor, sem epigonismo algum. (O Jurandir tem um primo literário distante de cujo nome não quero me lembrar, russo e lacônico-irônico que nem ele, mas o conheceu apenas quando já era tarde demais.) E, sobretudo, este livro contém altas doses de Berlim, não só como cenário, mas como sentimento, atitude e arte. O leitor que se cuide: nem tudo que se lê é a mais pura verdade (mas bem poderia ter sido). Talvez “Berlim” seja menos um lugar do que um espírito de vida que o berlinense Jurandir conseguiu engarrafar neste livro. Cabe ao leitor soltá-lo, e prometo que há várias maneiras. Não seria má ideia começar pelas fotografias sensíveis, de autoria da companheira de viagem, Tatiana Coutinho.
Afinal, se Berlim não existisse, o Jurandir acabaria por inventá-la.”

GEORG WINK (Ex-Berlim, ora Copenhague)

Jurandir Malerba