Epecê

TREM PARA ESTAÇÃO VARSÓVIA

“Este livro tem ideias, sobre o tempo e o mundo, que vão muito além de um simples relato de viagem. Tem também uma expressão literária fascinante e muito própria do autor, sem epigonismo algum. (O Jurandir tem um primo literário distante de cujo nome não quero me lembrar, russo e lacônico-irônico que nem ele, mas o conheceu apenas quando já era tarde demais.) E, sobretudo, este livro contém altas doses de Berlim, não só como cenário, mas como sentimento, atitude e arte. O leitor que se cuide: nem tudo que se lê é a mais pura verdade (mas bem poderia ter sido). Talvez “Berlim” seja menos um lugar do que um espírito de vida que o berlinense Jurandir conseguiu engarrafar neste livro. Cabe ao leitor soltá-lo, e prometo que há várias maneiras. Não seria má ideia começar pelas fotografias sensíveis, de autoria da companheira de viagem, Tatiana Coutinho.
Afinal, se Berlim não existisse, o Jurandir acabaria por inventá-la.”

GEORG WINK (Ex-Berlim, ora Copenhague)

Jurandir Malerba

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